O que precisa saber sobre Reservatórios de Água

Em Setembro publicámos um artigo com informação sobre os problemas que a água da sua casa pode ter. Hoje damos-lhe mais informação sobre os reservatórios que armazenam a água que consome. Caso habite num prédio com reservatório, deve prestar atenção a alguns problemas que poderão consistir em perigos graves para a sua saúde. Continue a ler para saber mais.

 

Na fase de projeto de um edifício pode ser importante considerar a necessidade de utilizar um reservatório, tanto para fornecimento de água, como também como elemento constituinte da rede de incêndios.  

 

Para assegurar que os moradores não estão a consumir água contaminada, é muito importante que seja levado a cabo o diagnóstico do reservatório e, posteriormente, a sua reabilitação. O diagnóstico deverá averiguar as condições de impermeabilização do mesmo, verificando possíveis perdas de água e entrada de resíduos. 

 

Os cuidados especiais, no caso da utilização dos reservatórios para abastecimento de água, devem começar logo no plano de construção. É essencial dotar o plano de construção dos reservatórios de cuidados especiais, relativos à potabilidade da água.

 

 

 

O Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais (RGSPPDADAR) refere no artigo 108º:

 

  • Os reservatórios prediais têm por finalidade o armazenamento de água à pressão atmosférica, constituindo uma reserva destinada à alimentação das redes dos prédios a que estão associados.

 

  • O armazenamento de água para fins alimentares só é permitido em casos devidamente autorizados pela entidade gestora, nomeadamente quando as características do fornecimento por parte do sistema público não ofereçam as garantias necessárias ao bom funcionamento do sistema predial, em termos de caudal e pressão.

 

  • Nos casos referidos no número anterior, a entidade gestora define os aspetos construtivos, o dimensionamento e a localização dos reservatórios.

 

 

Anomalias e deficiências

Há vários casos de anomalias e deficiências em reservatórios verificadas por empresas ao longo dos anos, em relação aos quais se deve estar atento. Estes problemas podem ser categorizados em problemas relacionados com o projeto, construção, exploração, estado da água nos reservatórios, contacto humano com a água e objetos encontrados no interior dos reservatórios.

 

Problemas na fase de projeto:

  • Reservatórios arrumados no prédio e não colocados racionalmente;
  • Reservatórios integrados na estrutura do prédio fissurados dando origem a infiltrações;
  • Reservatórios construídos com paredes meias com fossas de águas negras;
  • Reservatórios implantados em garagens e átrios com a boca e respiros ao nível do pavimento e com tampas impróprias que não impedem a entrada nos reservatórios de poeiras e líquidos derramados nos pavimentos;
  • Reservatórios de dimensões comprimento/largura desproporcionadas, com entrada e saída de água na mesma vertical, originando águas paradas à distância, com placas estáveis de espuma e mosquitos;
  • Reservatórios com volumes desproporcionados face às necessidades de consumo, originando águas paradas;
  • Reservatórios com entradas de acesso reduzidas, ao ponto de apenas permitirem acesso de crianças;
  • Reservatórios implantados de modo a que o acesso às válvulas de comando de entrada de águas seja feito por barco pneumático sempre disponível no interior dos reservatórios; 
  • Reservatórios em que o acesso às válvulas de comando de entrada de água só pode ser feito por esvaziamento de células em série, e cujo acesso ao interior é feito através de células intermediárias;
  • Reservatórios com áreas consideráveis e com altura útil reduzida, de modo a que a movimentação no interior se faz apenas de joelhos;
  • Reservatórios com tal dificuldade de acesso ao interior que, por incapacidade de limpeza, foram abandonados; 
  • Reservatórios enterrados, sem drenagem dos terrenos envolventes, gerando infiltrações de águas do terreno.

 

 

 

Problemas na fase de construção:

  • Reservatórios com laje de fundo inclinada em sentido contrário ao do esgoto; 
  • Reservatórios com acabamento das superfícies interiores impróprio (muito rugoso), dando origem a aumento da área de contacto com a água e, como consequência, maiores incrustações e dificuldade de desinfeção;
  • Reservatórios sem esgoto de fundo;
  • Reservatórios com tubo de pesca mal posicionado relativamente à laje de fundo;
  • Reservatórios acessíveis a animais como ratos, pombos, moluscos, insetos, etc.;
  • Reservatórios com tampas de acesso impróprias para o efeito e local;
  • Reservatórios sem respiros ou com respiros ao nível do pavimento, sem qualquer proteção;
  • Reservatórios com trop-plein e respiro sem sifão, ligados às condutas pluviais, ou à rede de esgoto de águas negras;
  • Instalação ou ampliação de redes de água com novas canalizações contaminadas;
  • Ampliação da rede de água com condutas com ninhos de ratos dando origem a entupimentos e alterando a qualidade da água;
  • Reservatórios sem trop-plein;
  • Superfícies de reservatórios mal impermeabilizadas, com armaduras de aço à vista, provocada por oxidação e arranque do betão;
  • Reservatórios em série, ligados pelo fundo e com entrada e saída de água no primeiro reservatório, gerando água permanentemente parada;
  • Reservatórios sem acesso ao seu interior;
  • Tubos de saída de água ao nível da laje de fundo, ou mesmo abaixo desta.

 

 

 

Problemas na fase de exploração:

  • Reservatórios em uso, completamente esquecidos, sem assistência durante anos, com lamas no fundo com dezenas de centímetros de espessura e paredes inqualificáveis;
  • Reservatórios com águas paradas durante meses ou anos, à espera de carências de água da rede pública para ligarem as bombas de abastecimento;
  • Reservatórios com as superfícies interiores completamente degradadas;
  • Reservatórios com os objetos mais estranhos arrastados aquando das reparações das condutas, após roturas;
  • Reservatórios de utilização direta à população, como tanque de demolhar bacalhau;
  • Reservatórios de grande responsabilidade, usados como piscinas;
  • Reservatórios mal protegidos, onde vazam baldes de águas sujas, como se fosse tampa de águas pluviais;
  • Reservatórios expostos à temperatura de sótãos, com muito reduzida renovação de água;
  • Reservatórios destapados em sótãos, sujeitos a todas as poeiras e luz;
  • Reservatórios enterrados sem área de proteção;
  • Recintos de reservatórios onde se guardam materiais inúteis, sem qualquer precaução higiénica;
  • Reservatórios demasiado ventilados, não arejados e sem proteção à luz;
  • Aberturas de ventilação sem redes de proteção;
  • Jardins cultivados sobre reservatórios;
  • Área forrageira sobre reservatórios ou animais domésticos a pastar. 

 

Problemas relacionados com o estado da água nos reservatórios:

  • Água coberta por película de hidrocarbonetos;
  • Películas de poeira superficial, formando camada contínua;
  • Superfície da água, dando indícios de fermentações;
  • Águas mal cheirosas;
  • Águas com girinos, larvas e vermes vivos;
  • Águas com animais de cor negra, semelhantes a “botões forrados a tecido com pêlo”;
  • Controlo de qualidade de água, incipiente, mesmo quando assistida por entidades responsáveis.

 

 

 

Problemas criados pelo contacto humano nos reservatórios:

  • Ausência de cuidados e sentido de responsabilidade perante a água ou pessoal sem qualquer formação específica; 
  • Pessoal em contacto com a água sem qualquer controlo sanitário;
  • Uso do vestuário e calçado do dia-a-dia e sem luvas, quando em contacto com o interior dos reservatórios;
  • Ausência de qualquer limitação visual ou física, de movimentação humana nas centrais de tratamento ou bombagem, mesmo quando estas são cobertas por grelhas metálicas;
  • Pessoal de autarquias a fumar e a beber, no momento de desinfeção dos reservatórios com solução de Hipoclorito;
  • Reservatórios enterrados, sem drenagem dos terrenos envolventes, gerando infiltrações de águas do terreno;
  • Lavagem do calçado dos operadores na água dos reservatórios, no fim do período dos trabalhos.

 

Objetos encontrados no interior de reservatórios em serviço: 

  • Restos putrescíveis de materiais de construção civil;
  • Restos de tintas e solventes;
  • Ferramentas;
  • Papéis velhos;
  • Roupa velha;
  • Sapatos;
  • Pontas de cigarro;
  • Recipientes de lixo;
  • Tachos de comida;
  • Mosquitos vivos – colónias;
  • Moluscos;
  • Pequenos répteis;
  • Resíduos fecais;
  • Animais mortos: ratos, pombas, pequenos répteis, moluscos, etc; 
  • Pilhas gastas;
  • Plásticos;
  • Latas;
  • Garrafas. 

 

 

 

VEJA TAMBÉM: Que problemas a água de sua casa pode ter? 

 

 

Confie-nos a reabilitação do seu reservatório 

Na Prudêncio somos frequentemente chamados para reabilitar ou reativar reservatórios, desativados muitas vezes há vários anos, como forma a garantir a pressão de água de prédios com problemas de pressão nos últimos andares. É preciso garantir uma impermeabilização adequada desses reservatórios para que a reabilitação seja feita com segurança e eficácia.

 

Entre em contacto connosco para diagnóstico e reparação do seu reservatório e fique a par das nossas condições especiais para condomínios. 

 

Reabilitamos o seu reservatório através da aplicação de membranas Köster TPO Aqua. Estas membranas de impermeabilização cumprem os mais rigorosos requisitos higiénicos para ambientes de água potável.  

 

 

Fonte: Reservatórios Prediais para consumo humano e outros fins – Critérios de dimensionamento e características construtivas. Autor: André Martins Aires Cruz Rua 

Dissertação de mestrado apresentada à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto em Área Científica. 

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